Sistema de saúde entra em colapso e Umuarama pode até decretar lockdown


Umuarama deve adotar medidas mais restritivas ou até mesmo o lockdown, neste fim de semana. As determinações no município e região foram cogitadas durante uma reunião de urgência na manhã desta sexta-feira (19), quando segundo a secretária municipal de Saúde, Cecília Cividini Monteiro da Silva, informou que todo o sistema de saúde entrou em colapso.

Foram canceladas cirurgias cardíacas para deixar medicamentos para os pacientes com coronavírus. Segundo a secretária, não houve outra forma de contornar a crise do setor médico, as medidas precisam ser mais rigorosas, os números são muito claros. “Não temos respiradores e nem insumos, anestésicos, não só para pacientes com covid-19, mas para os outros”, lamentou.

Participaram da reunião as secretarias municipais de Administração e de Saúde, o Centro de Operações de Enfrentamento à Covid-19 (COE) e o prefeito Celso Pozzobom, além do chefe da ala covid-19 do Hospital Cemil, o médico Ronaldo de Souza, que sugere o fechamento de todas as cidades da região que necessitam de atendimento médico em Umuarama, na sua totalidade, por pelo menos de 10 a 14 dias. “Realmente a situação é dramática, nunca passamos por algo tão difícil, número de pessoas graves é muito grande, de 18 pacientes internados na UTI, apenas um não está entubado”, disse o médico.

O médico também revelou outros detalhes da batalha contra a doença, e destacou que neste momento nem a abertura de mais leitos irá resolver a crise, ou até mesmo amenizá-la, já que todo sistema de saúde regional trabalha com o máximo de profissionais, e alertou: “Não são só idosos que estão morrendo, as pessoas jovens também. Nós estamos cansados, deixamos de atender em consultórios e os hospitais com dificuldades financeiras. Hoje o Hospital Cemil gasta em média R$ 30 mil por dia em pacientes com ventilação mecânica”, lamentou.

O prefeito de Icaraíma e presidente da Amerios, Marcos Alex de Oliveira, participou da reunião, e disse que vai convocar uma reunião de prefeitos nesta tarde para que seja decidido quais as medidas restritivas serão tomadas. “Saindo daqui convocarei uma reunião extraordinária com todos os prefeitos da Amerios. Não faz sentido Umuarama fechar e os municípios continuarem mandando pacientes para cá”, destacou, não afastando a possibilidade de propor um lockdown para os administradores públicos.

Também participaram do encontro, a diretora da 12ª Regional de Saúde, a enfermeira Viviane Herrera, representantes das forças de segurança da cidade, o presidente da Associação Comercial, Empresarial e Agrícola de Umuarama (Aciu), o empresário Orlando Luiz Santos, e médicos e representantes de alas covid de hospitais do município.

Fonte: Portal da Cidade Umuarama

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