Mais de 300 policiais militares cumprem desocupação na Fazenda Lupus em Alto Paraíso


Cerca de 150 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) deixaram ontem as fazendas Lupus I, II e III, do Grupo Nutriara, localizadas no município de Alto Paraíso, próximas do Porto Figueira.

A desocupação foi realizada por mais de 300 policiais militares do 3º Comando Regional de Polícia Militar. A operação começou às 6 horas e percorreu todo o dia de ontem.

Conforme o tenente do 25º Batalhão de Polícia de Umuarama, Renan Ferreira, apesar de alguns incidentes pontuais a desocupação ocorreu de forma pacífica. Ainda segundo o tenente, em apoio ao Oficial de Justiça, cerca 300 policiais do 3º Comando Regional do Paraná participaram da operação. Ao chegarem na ocupação, os policiais encontraram 150 pessoas ligadas ao MST, as quais foram encaminhadas aos municípios de origem.

O tenente Ferreira também ressaltou a prisão de duas pessoas por resistência a desocupação, além da apreensão de seis armas de fogo. “Conseguimos negociar com êxito e tudo transcorreu de forma tranquila. Os sem-terra retiraram seus pertences e serão encaminhados para os municípios de origem”, disse. As informações foram obtidas com o apoio do assessor da Prefeitura de Alto Paraíso, Marcelo Eduardo.

Histórico
No dia 25 de junho, mais de 1.000 pessoas ligadas ao MST ocuparam a fazenda Lupus I, II e III. Eles chegaram em carros e caminhões e não houve conflitos. A Polícia Militar esteve na área, mas como estava tudo calmo, logo deixou a fazenda.

A propriedade foi julgada como improdutiva em decisão de primeira instância e as pessoas ligadas ao movimento esperavam pela emissão de posse dos mais de 1.200 alqueires. Do outro lado, os produtores representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) também reclamam pelas terras há 10 anos, mas permanecem na margem da rodovia.

Em 2007, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) vistoriou as áreas da fazenda Lupus e constatou, com laudos técnicos, sendo improdutiva por não cumprir com sua função social. Desta forma, a fazenda deveria ser desapropriada para fins de Reforma Agrária.

O proprietário recorreu da decisão alegando a produtividade da fazenda, mas em 2013 saiu uma sentença julgando improcedente o pedido do dono da terra pela Justiça Federal do município de Umuarama, que deu ganho de causa para o Incra. Ou seja, a terra foi declarada improdutividade da terra.

Fonte: Ilustrado

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