Presos se aproveitam de protesto de moradores para fazer rebelião em cadeia de Umuarama, diz polícia


Presos que estão detidos na delegacia de Umuarama, no noroeste do Paraná, fazem uma rebelião desde o final da noite de quarta-feira (28). O local abriga 260 presos e tem capacidade para 64.

Segundo a polícia, os detentos se aproveitaram de um protesto de moradores em frente à cadeia para sair aos poucos das celas. Eles começaram com um pequeno motim e depois se rebelaram, ainda de acordo com a polícia.

O protesto ocorreu após a prisão de um suspeito de ter matado a menina Tabata Fabiana Crespilho da Rosa, que tinha seis anos. Os manifestantes tentaram invadir a delegacia da cidade. A revolta acabou com pelo menos setes carros queimados e portas quebradas, segundo a polícia.

Segundo o delegado Fernando Martins, o homem confessou o crime e foi transferido da delegacia após o início da manifestação por questões de segurança. O local para onde ele foi levado não foi divulgado.


O delegado-chefe da Polícia Civil de Umuarama, Osnildo Lemes, disse que o suspeito de matar Tábata já responde por outro homicídio contra uma adolescente de 15 anos.

Na manhã desta quinta (28), a Polícia Militar (PM) informou que o interior da cadeia foi destruído pelos detentos. Até a publicação da reportagem, uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) de Curitiba está a caminho do local para ajudar a Polícia Civil nas negociações.

O crime que chocou a cidade

A criança desapareceu perto da Escola Municipal Rui Barbosa em que estuda, em Umuarama, na tarde de terça-feira (26). Segundo a polícia, o irmão da garota, um adolescente de 13 anos, a deixou em uma padaria que fica na esquina colégio – como fazia todos os dias. Porém, a menina não entrou na escola. O desaparecimento foi percebido no fim da tarde de terça, quando a mãe foi buscá-la na escola.

A instituição de ensino relatou que, após saber do ocorrido, entrou em contato com os pais dos colegas de sala da garota, mas, ninguém tinha informações sobre a criança.

Fonte: G1

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