Sem Terra Realiza Reunião em Alto Paraíso




A questão agrária envolvendo as fazendas Lupus I, II e III continua a espera da decisão judicial. Na terça-feira a Assessoria Especial para Assuntos Fundiários realizou mais uma reunião em Alto Paraíso envolvendo as famílias do MST e da Contag, uma vez que ambos os grupos reivindicam a terra.

O encontro foi realizado na prefeitura de Alto Paraiso e contou com a liderança dos grupos, prefeito e do Assessor Especial para Assuntos Fundiários, Hamilton Luiz Serighelli. Conforme Serighelli, a reunião serviu para apaziguar os ânimos dos líderes dos movimentos. “Não adianta os movimentos entrarem em discussão, sem uma decisão da justiça federal”, disse. 

A tensão entre os sem terras surgiu quando o MST ocupou a fazenda no dia 25 do mês passado. Conforme lideranças da Contag, há mais de 10 anos as famílias ligas ao grupo e acampadas a beira da rodovia PR-489 entre Alto Paraíso e Porto Figueira, esperam pela desapropriação da propriedade. “Não fazemos ocupação, por isso acionamos as autoridades, uma vez que acreditamos ter prioridade no futuro assentamento. Estão há mais de dez anos embaixo de lona aqui na região”, explicou um dos líderes dos acampamentos da Contag em Alto Paraiso, Elias de Oliveira.

Ainda conforme Serighelli, o dono da propriedade apresentou ao processo de desocupação um laudo dizendo que a terra é produtiva, desta forma a Justiça Federal vem solicitando novos documentos para dar continuidade ao processo. Em de 2007, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vistoriou as áreas da fazenda e constatou, com laudos técnicos, a mesma sendo improdutiva por não cumprir com sua função social, que é o uso adequado dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, devendo ser desapropriada para fins de Reforma Agrária.

Recorde o caso – Na manhã do dia 25 de julho, mais de 1.000 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocuparam as fazendas Lupus I, II e III, do Grupo Nutriara, localizadas no município de Alto Paraíso, próximas do Porto Figueira. A propriedade foi julgada como improdutiva em decisão de primeira instância e as pessoas ligadas ao movimento esperam pela imissão de posse dos mais de 1.200 alqueires. Os donos da área dizem que a propriedade é produtiva.

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