Caminhão invadiu a pista, afirma motorista de ônibus de acidente no PR


“O caminhão invadiu a pista desde o começo da curva”, afirmou nesta sexta-feira (4) o motorista do ônibus que se envolveu em um acidente na PR-323 em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, Bruno Teixeira Ferrarini. Ele deixou o hospital na quinta-feira (3). No total, 21 pessoas morreram com a batida na manhã de segunda-feira (31), 20 delas no local. Quatro pessoas permanecem internadas e podem deixar o hospital até o fim de semana.

O ônibus seguia com acompanhantes e pacientes para tratamento médico em Umuarama quando foi atingido por um caminhão de uma empresa de laticínios e pegou fogo. Ainda de acordo com o motorista do veículo de passageiros, o resgate demorou cerca de 40 minutos para chegar até o local. Neste tempo, algumas pessoas conseguiram sair do veículo já em chamas.

“Graças a Deus estou aqui para contar para vocês o que realmente aconteceu. Infelizmente o caminhão invadiu o meu lado. O motorista pode ter dormido. Eu estava praticamente com a roda direita no acostamento e automaticamente puxei para a esquerda. Em momento nenhum eu perdi a noção. Vi tudo”, lembra Ferrarini.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura de Altônia, a quem o ônibus pertencia, o veículo era novo, tinha menos de 30 mil km rodados e estava com a manutenção em dia. A última revisão havia sido feita no dia 17 de junho.

Entre os mortos está o condutor do caminhão que tinha acabado de descarregar uma carga de leite e estava vazio. O corpo do motorista Sérgio Ademir Luiz Scaravonatto, de 50 anos, foi enterrado na terça-feira (1º) no Cemitério Municipal de Pato Bragado, no oeste do estado.

Investigações
O delegado de Iporã, Adailton Ribeiro Júnior, informou que o inquérito para apurar as causas do acidente foi aberto na terça-feira (1º) e o prazo para conclusão é de 30 dias, podendo ser prorrogado. Por enquanto, a Polícia Civil recebeu apenas o boletim de ocorrência resumido emitido pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e aguarda o croqui que indica de que maneira ocorreu a batida.

Outros laudos como o do Instituto de Criminalística e o resultado dos exames feitos pelo Instituto Médico-Legal de Umuarama, também deverão ser incluídos no inquérito.

"Com estes laudos será possível provavelmente indicar a velocidade dos veículos e a dinâmica do acidente. A Polícia Civil hoje não descarta e nem aponta nenhuma causa do acidente ainda. Tudo depende da oitiva dos sobreviventes do acidente e dos laudos", apontou o delegado.

Os sobreviventes do acidente devem ser ouvidos a partir de quarta-feira (9). Serão oficiados ainda a empresa proprietária do caminhão que se envolveu no acidente e a Prefeitura de Altônia, responsável pelo transporte dos passageiros do ônibus.

A assessoria de imprensa do Instituto de Criminalística informou que peritos estiveram no local do acidente na terça-feira para fazer o levantamento final das informações. Este laudo pode ficar pronto no prazo de 30 a 60 dias e está sendo tratado com prioridade, garantiu o órgão.

E, nesta sexta-feira, mais três feridos que estavam internados no Hospital Cemil receberam alta médica. Na quinta-feira (3), outras duas vítimas haviam sido liberadas.

Dezoito corpos ainda estão no Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama. Eles serão liberados após a realização de exames de DNA, pois segundo a Polícia Científica não há condições de identificá-los por impressão digital ou arcada dentária. O material genético de familiares de todos os mortos foi coletado, e as amostras foram encaminhadas para Curitiba, na quarta (2), onde será feita a identificação. O resultado deve ficar pronto em até 40 dias.

Fonte: G1

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