Acerto de contas por roubo de drogas seria motivo para execuções na região

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Um suposto acerto de contas entre criminosos pode ser a motivação para ao menos quatro execuções ocorridas no último mês em Xambrê, Douradina, Icaraíma e São Jorge do Patrocínio. A história, que se arrasta como pólvora na região, dá conta que o roubo de uma carga de cigarros contrabandeados do Paraguai recheada com maconha, efetuado pelas vítimas, e a recusa em devolver a droga seria o motivo das mortes.

Segundo o apurado uma quadrilha – da qual as vítimas fariam parte – teria tomado um caminhão carregado de cigarros paraguaios em assalto em uma das estradas interioranas usadas por contrabandistas. Ao abrirem a carga, os ladrões teriam encontrado também maconha, com valor estimado em R$ 2 milhões. Em negociação com o ‘dono’ da mercadoria, somente os cigarros teriam sido devolvidos. Com isso, as execuções seriam retalhações pelo prejuízo do contrabandista. 
Segundo o delegado de Icaraíma, Hélio Nunes, responsável pela investigação de duas das mortes –em Douradina e Icaraíma – por causa da conduta das vítimas com a prática criminosa é muito complicado afirmar se a história seria a causa das mortes efetivamente. 
“O que eu acredito é que as mortes ocorridas têm ligação. Podem ser os mesmo executores, as mesmas armas e até o mesmo mandante, mas por enquanto não há como confirmar nada, e nem a motivação”, afirmou Nunes. 

Pelo menos três das quatro vítimas fatais teriam envolvimento com o furto de gado na região e sendo investigados pela polícia. Outro fato que chama a atenção é a morte sequenciada, em intervalo de 32 dias e mesma forma de operacionalização dos crimes. Uma dupla, em uma moto, com o garupa efetuando os tiros de pistola e fugindo sem deixar pistas. 

AS MORTES

O primeiro crime foi no dia 23 de setembro, em estrada rural de Xambrê. Everson de Souza Perut foi morto quando abria a porteira de seu sítio. Ele chegava ao local para retirar leite, como fazia todas as manhãs. 

Segundo o delegado de Xambrê, Valdir Balan, por enquanto não há autoria conhecida do crime. “Não descartamos nada na investigação, mas não há como fazer ligação entre esse homicídio e as outras mortes neste momento. Mas estamos investigando”, afirmou Balan.

OUTRA EXECUÇÃO

A segunda execução ocorreu três dias após, em 26 de setembro. Alex Vicentin foi surpreendido pelos executores quando estava parado encima de sua moto e conversando ao celular, por volta das 15 horas, próximo a uma fábrica de móveis. Os matadores passaram atirando e fugiram em uma moto sem deixar rastros. 
Vinte e um dias após, Edcarlos Souza Cunha foi executado após tentar fugir de seus matadores, chegando inclusive a invadir com moto um escritório de advocacia no centro de Icaraíma. Os assassinos entraram no local e mataram a vítima que já estava ferida e caída ao chão. 

Após oito dias, a última vítima, Donizete Aparecido José dos Santos também foi executado por dois motoqueiros, próximo a um posto de combustível em São Jorge do Patrocínio. Ele não teve chances de defesa e morreu após receber mais de 20 tiros. Foi a mesma forma de ação.

Fonte: Ilustrado

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