Multa por usar celular ao volante será infração gravíssima



Os motoristas precisarão redobrar atenção a partir de 1º de novembro, isto porque, entra em vigor o reajuste nos valores das multas de trânsito e novas infrações. Os ajustes foram realizados com base em alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por meio da lei federal n.º 13.281, sancionada em 4 de maio deste ano, pela ex-presidente Dilma Rousseff. 

Com os novos valores infrações gravíssimas, cujo valor de multa atual está em R$ 191,54, passarão a R$ 293,47; multas a serem pagas por infração grave passarão dos atuais R$ 127,69 para R$ 195,23. As multas cobradas por infrações consideradas médias aumentarão de R$ 85,13 para R$ 130,16. As leves serão reajustadas dos atuais R$ 53,20 para R$ 88,38. 

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/Pr), usar o celular ao volante é a quinta infração mais cometidas pelos umuaramense, de janeiro a setembro deste ano, o órgão registrou 1.799 autuações. Oscondutores que ainda não perderam o costume de deixar o aparelho guardado no trânsito precisarão rever a atitude, já que acumulado ao reajuste geral, a multa neste caso passará de infração média, para infração gravíssima gerando sete pontos na carteira. Conforme os dados do Detran/PR o recorde de multas na Capital da Amizade continua a cargo do estacionamento em rotativo, a Zona Azul. 

Desde o início do ano foram 13.880 autuações e a partir de novembro, o motorista que deixar de pagar a notificação, no prazo de cinco,terá que desembolsar R$196,23, já que de acordo com o CTB a infração é considerada grave. Estacionar o veículo em vagas preferenciais reservadas às pessoas idosas ou com deficiência sem a credencial também se tornou infração gravíssima, com sete pontos na CNH, além de remoção do veículo. 

Outras condutas irregulares, como dirigir sob efeito de álcool, disputar pega ou racha, promover competições nas vias sem autorização, usar o veículo para demonstrar manobras ou arrancadas bruscas e forçar passagem entre veículos que transitam em sentidos opostos segundo o CBT, atualmente, rendem ao motorista uma tarifa de R$1.915,40. 

A partir de novembro, casos identificados realizando essas manobras passarão a custar R$ 2.934,70. Outra mudança é que algumas infrações gravíssimas ganharam multiplicadores que aumentam o valor da multa de 2 até 60 vezes. Um exemplo é dirigir embriagado ou se recusar a fazer o teste do bafômetro ou exame clínico, o infrator, além de perder o direito de dirigir por 12 meses e será multado no valor de R$ 2.934,70, atualmente a taxa é de R$1915,40. 

Se houver reincidência dentro de um ano a multa já sobe para R$ 5.869,40. A infração por usar veículo para interromper a circulação na via, sem autorização, permanece gravíssima, mas sofrerá mudanças no fator multiplicador, de 30 vezes para 20 vezes, ficando em R$ 5.869,40, com suspensão do direito de dirigir. Já para os organizadores da conduta, o multiplicador será de 60 vezes, com valor de R$ 17.608,20. 

O coordenador-geral de Planejamento Operacional do Denatran, Carlos Magno, esclarece como é distribuída a receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito. “O artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro é bem claro quanto à aplicação da receita decorrente da arrecadação de multas de trânsito, devendo ser destinadas a atender exclusivamente a despesas públicas como sinalização, engenharia de tráfego, engenharia de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. As receitas não podem ser aplicadas em outras finalidades, em outras situações que não sejam essas”, explicou o coordenador

Fonte: Tribuna Hoje

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