Ciclone gera preocupação para região sul


Um centro de baixa pressão que atravessa o Rio Grande do Sul na tarde e noite de hoje (26) com chuva até isoladamente forte deverá se aprofundar muito amanhã (27) sobre o Atlântico, convertendo-se em um ciclone extratropical. 

O sistema provocará muito vento no Uruguai e no Rio Grande do Sul nesta quinta. No país vizinho, as rajadas devem ficar entre 80 km/h e 100 km/h na maior parte da costa, contudo nos departamentos de Maldonado e Rocha algumas praias poderão ter rajadas de 100 km/h a 120 km/h, ocasionalmente superiores. O vento já se intensifica hoje à noite no Uruguai e será mais forte amanhã.

No Rio Grande do Sul, o vento de Oeste a Sul ganha bastante força amanhã no decorrer do dia acompanhando o ingresso de forte massa de frio para o fim de outubro, esperando-se que supere os 50 km/h nas rajadas em todas as regiões, mas com velocidades maiores junto ao Sul e o Leste do território gaúcho, onde as rajadas ficarão, em média, entre 60 km/h e 80 km/h.

A área mais afetada por vento forte a intenso no Rio Grande do Sul deve ser o Litoral Sul, onde no trecho entre Rio Grande e o Chuí alguns pontos da costa podem ter rajadas de 100 km/h a 120 km/h. Porto Alegre deve ter rajadas de 70 km/h a 90 km/h na maioria dos bairros, superiores em alguns pontos como o Lago Guaíba. Na sexta, se espera vento bem mais fraco na maioria das cidades gaúchas, mas pontos perto da costa na faixa Leste ainda devem ter rajadas, apesar de mais fracas.

Devido ao vento muito forte a intenso são prováveis transtornos como cortes localizados de luz e quedas de árvores. O Porto de Rio Grande do Sul deve ter operações afetadas. Em alto mar, não em terra, junto à costa gaúcha, o vento pode atingir 150 km/h ou mais na sexta e vai gerar uma forte agitação marítima com perigo para embarcações e provável ressaca do mar na orla, especialmente sexta e sábado. Nos dois dias, as ondas podem até atingir alturas de 4 a 5 metros na orla gaúcha, maiores em alto mar.

No Paraná, também deve haver reflexos da situação, porém com mais amenizados.

Informações são do METSUL/Meteorologista Luiz Fernando Nachtigall.

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