Averama Fecha Unidade de Umuarama e 1.500 funcionários ficam Sem Empregos




O diretor presidente da Averama Alimentos S/A, Célio Batista Martins Filho, recebeu a reportagem para uma entrevista exclusiva em que anunciou o fechamento da filial de Umuarama no dia 1 de junho deste ano. Conforme o empresário, o frigorífico sede localizado em Rondon continua atuando e receberá as aves dos produtores integrados da região. Com o fim da atividade da empresa na Capital da Amizade, 1500 funcionários serão demitidos, elevando o desemprego e amargando economia local. 
A Averama atua em Umuarama e região há 18 anos e no auge da produção chegou a abater 300 mil aves por dia, mas conforme Célio Martins, desde de 2014 a empresa vem sofrendo com a crise do mercado financeiro, redução de recurso. Porém, no último ano a elevação no valor da energia elétrica, que chegou a mais de 70%, a alta nos insumos, como o milho e a atual situação política/econômica do País foram fatores cruciais que levaram a decisão de fechar o abatedouro. “Além da questão financeira a concorrência de grandes grupos promoveu eu efeito de descontrole do mercado, reduzindo o valor do frango a patamares insustentáveis. 
Sem uma solução a curto prazo para o cenário, o presidente ressaltou que decidiu fechar a indústria antes da crise começar a assolar o pagamento dos funcionários, uma vez que a folha de pagamento da empresa hoje chega a R$ 5 milhões contabilizando impostos. “Na minha leitura, não tem uma solução a curto prazo para a economia, pois o novo presidente não sabe nem o tamanho do rombo. Então, para não acontecer como outras empresas decidimos para enquanto tempos recursos para pagar o salário. A pior coisa e a pessoa trabalhar o mês inteiro e depois não receber o salário. Não vou ficar devendo para 1500 pessoas, então preferi avisar que vamos fechar essa unidade filial no fim desse mês e continuar o trabalho em Rondon”, esclareceu. 
Com o fechamento da unidade, o impacto na economia da cidade será sentida principalmente no comércio local e também região. Hoje no abatedouro de Umuarama são 300 empregos diretos, além dos indiretos. Na região, a Averama emprega 1200 funcionários, totalizando 1500 trabalhadores registrados e que vão para a fila da Agência do Trabalhador. “É um prejuízo incalculável para o município”, disse Célio.

O peso da decisão

Mesmo morando em Umuarama há 18 anos, Célio Batista Martins Filho explicou que a decisão de fechar a filial de Umuarama e não o abatedouro de Rondon, se deve ao impacto econômico de cada município. “Rodon tem 12 mil habitantes e no abatedouro de lá temos 900 funcionários. Então nos baseamos neste cenário para a decisão, pois observamos um impacto menor na economia de Umuarama em relação a Rondon.

Integrados/produtores

O Célio argumentou que a matriz da empresa continuará suas atividades normalmente, deixando claro que a medida drástica ocorrida em Umuarama busca preservar o futuro não só da empresa, mas da geração de empregos com qualidade e segurança na nossa região. Desta forma, os produtores integrados de Umuarama e região terão suas produções encaminhadas para o abatedouro de Rodon. “Toda a produção da região será encaminhada para Rodon”, disse.

Negociação

Ainda na entrevista Martins que já iniciou a negociação com outras empresas abatedoras para trazer um grupo com condições de continuar o trabalho local, uma vez que não consegue se auto financiar. O empresário não ressaltou o nome dos grupos em questão. Por isso a reportagem entrou em contato com a Cooperativa C.Vale, porém a assessoria de imprensa da cooperativa negou algum tipo de negociação com a Averama, no momento.

Fonte: Ilustrado

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