Polícia Ambiental faz prisões por pesca predatória no Rio Paraná em Altônia e Porto Camargo


Foram duas ocorrências de pesca predatória atendidas pela Polícia Ambiental de Umuarama neste fim de semana em uma delas um funcionário público de Altônia foi preso.

A primeira ocorrência foi na madrugada de sábado (05), quando os policiais realizavam patrulhamento aquático no Rio Paraná, proximidades do Porto Camargo e abordaram uma embarcação com dois pescadores, sendo um deles profissional, e encontraram vários peixes com tamanhos inferiores ao permitido das espécies Corimba e Pintado.

Os infratores foram conduzidos para a Delegacia de Icaraíma para a lavratura do flagrante por terem infringido o artigo 34, § único, da Lei Federal 9.605/98, cuja pena é de 1 a 3 anos de detenção e multa.

Altônia:

Na madrugada de Domingo (06), policiais deslocaram até o município de Altônia para atender denúncias de que pessoas estariam pescando ilegalmente na Lagoa São João, localizada no interior da Unidade de Conservação do Parque Nacional Ilha Grande.

Ao chegar à Vila Yara, nas margens do Rio Paraná, por volta das 02h00, da madrugada, os policias encontraram um Vectra estacionado com uma carretinha para embarcação, e iniciaram o patrulhamento aquático para tentar localizar os infratores. A equipe policial montou vigilância junto à entrada da Lagoa São João, no canal que dá acesso ao Rio Paraná e conseguiu ouvir o barulho do motor da embarcação se aproximando, foi quando realizou a abordagem aos infratores.

Os policiais encontraram na embarcação 5 redes de emalhar, que haviam sido retiradas da lagoa, totalizando aproximadamente 300 metros, quatro carretéis com anzóis de espera e pouco mais de 6 quilos de peixes nativos recém capturados das espécies cascudo, curimba, lobo e traíra. Além dos materiais de pesca, um revólver Rossi calibre 38 municiado foi apreendido com um dos presos, identificado posteriormente como fiscal ambiental da prefeitura de Altônia.

Dessa forma, ambos foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra para a lavratura do flagrante pelo cometimento dos seguintes crimes: pescar em local e com petrechos proibidos (lagoa com agravante de estar dentro de uma Unidade de Conservação Federal); porte ilegal de arma de fogo e adentrar em Unidade de Conservação com instrumento que possa ser utilizado para a caça. Além de todo o material, a embarcação e motor de popa 25 Hps foram apreendidos e entregues na Delegacia de Polícia Federal.

Além de responderem criminalmente pelos atos, ambos deverão ser autuados administrativamente pelo Instituto Chico Mendes, órgão que administra o Parque Nacional Ilha Grande.

A Polícia Ambiental não divulgou os nomes dos presos.

Apesar do encerramento do período de proibição da pesca a Polícia Ambiental alerta para várias restrições válidas para qualquer tempo, entre elas a quantidade de peixes e suas medidas e os petrechos permitidos para o pescador amador: 10 quilos +1 exemplar e linha de mão, caniço simples com molinete ou carretilha e ainda alguns locais de proibição como: lagoas marginais; a menos de 200 metros de cachoeiras e corredeiras; a menos de 500 metros de desembocaduras de rios, lagoas e reservatórios e a menos de 1000 metros de barragens de empreendimentos hidrelétricos.

Fonte:Brandão Junior

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