Fracassa greve dos caminhoneiros marcada para hoje


A paralisação dos caminhoneiros convocada pelo CNT (Comando Nacional do Transporte) para acontecer hoje em todo o Brasil não ganhou grande adesão dos profissionais do volante, assim como na última tentativa de greve da categoria ocorrida no dia 10 de novembro do ano passado, que também fracassou. A paralisação foi convocada por redes sociais e tem como foco, além das reivindicações da categoria, o apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

Com a categoria dividida a proposta de paralisação perdeu força, mas mesmo assim os organizadores afirmam que ela irá acontecer. A categoria reivindica melhores condições de trabalho, maior segurança, redução do valor do óleo diesel, aposentadoria para motoristas aos 25 anos de trabalho e piso salarial nacional para empregados, dentre outras reivindicações.

Ao contrário de paralisações anteriores o Comando Nacional do Transporta diz que a intenção do movimento é apenas paralisar as atividades, sem efetuar o bloqueio de rodovias. O líder do movimento nacional é o motorista Ivar Schmidt, um catarinense radicado em Mossoró (RN).

Para Idair Parizotto, da diretoria do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas em Francisco Beltrão), a categoria está dividida e o movimento não tem uma pauta clara de reivindicação. Ele diz que há necessidade de paralisação, mas não vê, no atual momento, a greve como uma saída para os problemas vivenciados pelos caminhoneiros. Ele lembra que muitos caminhoneiros estão responde a processos por causa de manifestações anteriores e que a categoria não tem suporte jurídico para uma nova paralisação.

Até mesmo na página oficial do Comando Nacional do Transporte na rede social Facebook há divergências sobre a paralisação e muitos caminhoneiros reclamaram da organização do movimento.

“Senhores do Comando Nacional do Transporte. Vocês devem uma explicação. Nós todos ficamos na expectativa do vosso movimento que foi alardeado com tanta empolgação, mas se tornou um fracasso na execução e se apagou totalmente após esse fiasco”, escreveu um motorista.

Outro caminhoneiro reclamou que não há apoio da população para as greves da categoria e sugeriu que a melhor hora dos caminhoneiros saírem às ruas será no domingo, dia 13, quando acontecem as manifestações pelo impeachment em todo o Brasil.

Dia 13

Já a manifestação popular contra a corrupção marcada para domingo, dia 13, ganha força em Cascavel com entidades classistas aderindo ao movimento. Ruralistas prometem levar máquinas agrícolas para as ruas e motociclistas preparam uma manifestação que sairá do lago em direção a prefeitura, local onde será o ponto forte das manifestações. Cerca de duas mil pessoas confirmaram presença na manifestação de domingo. A expectativa é de que o número de participantes seja bem maior.

Fonte: CGN (Mariana Lioto) com informações Gazeta do Paraná (Luiz Carlos da Cruz)

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