Exames apontam caso de microcefalia em Maria Helena

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Uma adolescente de 17 anos, grávida de 31 semanas e residente em Maria Helena recebeu o diagnóstico de microcefalia para o bebê que está esperando, no fim da tarde de quarta-feira (16). Em duas ultrassonografias realizadas, foi confirmado que o feto tem alterações nas medidas do perímetro encefálico, que é inferior às medidas esperadas para essa fase da gestação. 

O ginecologista e obstetra que diagnosticou a má-formação durante consulta pré-natal de rotina disse que ainda é muito cedo para apontar uma causa para o problema. "Não houve quadro viral ou manifestações clínicas que pudessem sugerir a contaminação por zika", disse o médico Orlando Barreto Neto (CRM 32481) a Obemdito.

A jovem ficou muito preocupada ao receber o diagnóstico. "O médico disse que o bebê está bem. Estamos todos preocupados, mas temos fé em Deus", destacou. 

Segundo ela, ninguém na sua família teve dengue, zica ou outra doença viral. Apesar de Maria Helena e toda a região serem consideradas endêmicas em relação ao mosquito aedes aegypti, o médico afirma que ainda é cedo para relacionar a microcefalia ao zika vírus.

“Temos que investigar todas as possibilidades: se houve exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos, desnutrição grave na gestação, fenilcetonúria materna, rubéola congênita, toxoplasmose congênita, infecção congênita por citomegalovírus, entre outras causas que possam levar a microcefalia”, explicou.

De acordo com o médico, o caso foi notificado à 12ª Regional de Saúde na manhã de quinta-feira e a grávida deverá ser submetida a vários outros exames imediatamente.

“Será necessário fazer o monitoramento e o rastreamento do prontuário da paciente, realizar novos exames e continuar a assisti-la durante todo o pré-natal. Imagina que venha a ser uma contaminação por toxoplasmose, por exemplo. Tem que tratar a doença”, observou o médico.

Fonte:OBemdito

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