Setor têxtil regional sente a crise e reduz em 30% o número de postos de trabalho


Destaque do vestuário na região, Pérola amargou uma queda de 47% no número de vagas de emprego entre 2014 e 2015

Quanto aos empregos, em 2015, o setor têxtil e de confecção apresentou uma perda de 100 mil postos de trabalho em todo Brasil, número 376% maior que o de 2014, em que o setor perdeu 21 mil postos. 

A área de produção de moda já teve dias melhores. Até 2013, a empregabilidade era favorável e, claro, isso era em virtude à situação cambial do País, que até então era favorável. 

Ainda com a moeda nacional pouco desvalorizada em relação ao dólar, o setor tinha condições de competir com mercados externos, como o chinês.

“A proteção do setor com pesados tributos para a exportação também contribuía com o mercado têxtil, mas realmente o que determinou o declínio das vendas foi a conjuntura econômica que diminui o poder de compra do consumidor”, avalia o e economista do Dieese/Paraná, Fabiano Camargo da Silva.

De acordo com dados preliminares da assessoria de comunicação do Sindicato da Indústria Têxtil do Vestuário de Maringá (Sindvest), no ano de 2015 houve uma queda de 30% no número de vagas de emprego na área de moda da região.

Como exemplo, na região metropolitana de Umuarama, Pérola é considerada um dos centros industriais de destaque do setor de vestuário, mantendo várias facções e por conseguinte a geração do maior percentual de vagas de emprego.

Mas como não poderia ser diferente, Pérola também sentiu os impactos da crise econômica. De acordo com o economista do Dieese, em 2014 foram geradas 1.332 vagas de emprego e em 2015 apenas 700 vagas. 

“Analisando ainda admissões contra demissões, tivemos um saldo positivo em 2014, porém, mesmo com um índice menor de vagas no ano seguinte, o saldo foi bem negativo visto que tivemos 991 demissões no município”, explicou Silva.

Fonte:OBemdito

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