Chocolates poderão ficar 15% mais caros na Páscoa


Como atitude a ser seguida em qualquer compra no varejo, o consumidor nesta Páscoa deverá prestar atenção também no peso dos ovos de chocolate. É que para tentam superar a retração econômica, os fabricantes do produto estão direcionando os seus portfólios para atender o público com ovos de chocolate menores, esperando assim que os consumidores tenham aquele efeito de que estão pagando menos.

Por isso é preciso muita atenção não somente no tamanho, mas no preço do produto, porque os valores com certeza não são os mesmos do ano passado. Maria Ângela Ferreira e Silva, consultora de venda de uma linha famosa de chocolates explica que ano passado a média de tamanho dos ovos de chocolates mais populares era de 400 gramas, já neste ano será de 250 gramas.

“O desafio é produzir mais com menos”, disse ela. E a própria Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), relata o fator. “Esperamos que o consumidor que antes comprava ovos de 500 gramas, por exemplo, opte por um de 250 gramas ou 300 gramas, porque é tradição do brasileiro dar ovos na Páscoa”, disse Ubiracy Fonseca, presidente da entidade.

ALTA

O Brasil é o terceiro maior consumidor e produtor do mundo em chocolates, atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha, com consumo per capita de 2,5 kg/ano. De janeiro a setembro de 2015, a produção apresentou queda de 10% em relação ao mesmo período de 2014.

Fonseca prevê que este ano deve fechar em queda de 7 a 8%. Além da recessão econômica, tal declínio será acarretado também pelos reajustes normais de mercado. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconô- micos (Dieese), as recomposições do preço do ovo de chocolate e seus derivados para a Páscoa irão variar entre 10% e 15%

TRIBUTAÇÃO
Os motivos destes aumentos, segundo o Dieese, passam pela questão da comercialização, margem de lucro da revenda e também pelos aumentos dos principais insumos, como a manteiga de cacau e do açúcar (somente o açúcar teve elevação de quase 15% nos últimos 12 meses). E não bastasse a sistemática de mercado que gera o aumento do preço final ao consumidor, é bem possível que a elevação de valores possa superar os até 15% de reajuste divulgado pelo Dieese.

A partir de 1º de maio – depois da Páscoa –, chocolates, sorvetes e fumo picado ou de rolo passam a recolher o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com um percentual sobre o preço de venda e não mais em centavos por unidade de medida.

ALTERNATIVA

As alterações na cobrança do IPI devem elevar a arrecadação em R$ 641,69 milhões para o ano de 2016; R$ 1,06 bilhão para o ano de 2017 e R$ 1 bilhão para o ano de 2018. “Apenas os comércios que já receberam o produto, tais como as franquias, talvez não tenham alteração de preços, pois nestes casos toda a publicidade já foi elaborada, nos demais é bem possível que ainda haja alguma alteração com a divulgação da nova tributação”, disse a consultora de vendas.

Visto que boa parte dos supermercados, maiores vendedores de ovos de Páscoa ainda nem prepararam seus estantes, o consumidor pode esperar desembolsar um dinheiro a mais.

BRINDES

O mesmo cuidado que o consumidor deve ter no fator tamanho e preço, ele, em especial os chefes de família, deve ter com o brinde. Os fabricantes de ovos de chocolate optam por esse atrativo que sem dúvida alguma, como mesmo destacou Ângela, conquista os menores, fazendo pais não observar o preço.

Nesta Páscoa, segundo a Abicab, as fábricas optaram ainda por alguns licenciamentos de produtos mais baratos para colocar brindes mais em conta nos ovos, entretanto, não é possível saber se os preços destes chocolates recheados com brinquedos vão obedecer a redução na qualidade dos atrativos. Por isso, é fundamental que o consumidor faça a tradicional pesquisa de preços. Não levar os filhos ao supermercado para a compra do chocolate é outra dica dos especialistas.

Fonte: Tribuna Hoje

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