Greve dos Bancários começa hoje


Ontem (5), o Sindicato dos Bancários de Umuarama e Assis Chateaubriand e Região, por meio de seus respectivos diretores e coordenadores, informava a população sobre a greve da categoria que está marcada para começar hoje (6) em todo o território nacional. Somente em Brasília e em Porto Alegre os bancários decidiram por iniciar a greve na quarta-feira (7). “É um absurdo a proposta da Fenaban, principalmente porque os bancos tiveram um lucro exorbitante no último ano, e seria inconcebível um reajuste salarial abaixo da reposição inflacionária, eles estão utilizando o momento econômico do País como pretexto”, disse o coordenador do sindicato, Edilson José Gabriel. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5% de reajuste para salários, incluindo ainda abono de R$ 2,5 mil. Em nota, a Fenaban informa que “no momento delicado da economia, a proposta apresentada visa a compensar perdas decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros, o que iria contra todos os esforços do governo para reequilibrar os fundamentos macroeconômicos, possibilitando a retomada do crescimento econômico”. Os bancários querem reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), entre outras reivindicações. Se a correção da Fenaban fosse aceita pelos bancários, o salário de ingresso de um caixa, após 90 dias no emprego, passaria de R$ 2.426,76 para R$ 2.560,23. A Fenaban diz ainda que a fórmula de cálculo dessa distribuição é idêntica à adotada anteriormente com aprovação dos sindicatos. Mas o índice é considerado baixo e insatisfatório diante dos lucros dos bancos e dos baixos salários pagos à categoria. Os bancários reivindicam reajuste de 35%, PLR de 25% linear, piso de R$ 3.377,66, isonomia, fim das metas abusivas, estabilidade no emprego, contratação de mais bancários, dentre outras demandas. NA REGIÃO Na Capital da Amizade e mais 29 municípios da região (cidades de abrangência do sindicato local) a paralisação deve atingir aproximadamente 65 agências bancárias, com cerca de 600 bancários de braços cruzados. Durante a panfletagem informativa, ocorrida nesta segunda-feira, entre as questões que envolvem a paralisação, os diretores e coordenadores do Sindicato alertavam sobre os direitos dos clientes. Os usuários não devem aceitar juros e multas sobre contas que não puderem ser pagas durante a greve e que o banco deve ser procurado no primeiro dia útil após o encerramento do movimento grevista para possíveis negociações.

Fonte: Tribuna Hoje

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