Vereadores apresentam projeto de redução salarial após pressão popular no Paraná


Os vereadores de Cambira, a 50 quilômetros de Maringá, no norte do Paraná, apresentaram um projeto de lei que propõe a redução dos salários deles próprios e também do prefeito da cidade na sessão de segunda-feira (25). Os moradores estão acompanhando a discussão de perto, assim como já ocorreu em outras cidades do estado.

O projeto ainda não entrou em votação, mas a população lotou a sessão para acompanhar a leitura do documento. A maioria dos moradores é a favor da redução dos salários.

“A maioria das pessoas quando se candidata a uma das vagas para vereador ou prefeito só pensa no salário que vai receber. Com a redução dos salários, os candidatos vão pensar no povo e não no bolso”, constata o estudante Marcos Vinicius Verri.

De acordo com o projeto proposto, os salários dos vereadores para a próxima legislatura passariam de R$ 3,7 mil para R$ 970 por mês, uma redução de quase 70%.

Se for aprovada, a proposta de redução de salários pode garantir uma economia de mais de R$ 220 mil por ano. O projeto ainda não tem previsão de quando será votado, mas já tem a assinatura de seis dos nove vereadores.

“Essa atitude vai possibilitar que a Câmara de Vereadores devolva mais dinheiro para o município, e assim a prefeitura terá mais dinheiro para investir em áreas prioritárias”, diz o vereador Ruan Rinaldo Cardeal (PSC).

“Ainda não assinei o projeto porque o documento precisa ser analisado e avaliado pelo jurídico da Casa”, constata a presidente da Câmara Márcia da Costa (PRB).

Além da redução de salários, o projeto ainda prevê a redução do salário do vice-prefeito, que a partir do próximo mandato pode ser de R$ 970 por mês, e também do prefeito, que pode passar de R$ 9.500 para R$6.500. O prefeito de Cambira diz que considera o valor baixo, mas não se opõe a redução.

“Eu sou a favor da redução dentro da realidade do município. Eu considero pouco o salário de R$ 6.500, uma vez que o prefeito gasta muito dinheiro com despesas com advogados, pois precisamos nos defender de acusações que vem da própria Câmara. Esse valor não paga nem os honorários dos advogados contratados pelos próprios prefeitos”, detalha o Prefeito de Cambira, Maurilio dos Santos (PRB).

Fonte: G1

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